O Cheiro do Ralo é um dos melhores filmes nacionais que já vi. O único de filme que achei melhor que o livro, e um caso raro de uma obra que me motivou a escrever sobre. O resultado foi a resenha abaixo, feita poucas horas depois de eu sair do cinema, no dia 17/07/07.
Prepare o olfato.
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Finalmente senti O Cheiro do Ralo
Depois de 4 meses do lançamento, somente agora Fortaleza, onde moro, pôs O Cheiro do Ralo em cartaz. E por apenas duas semanas. Fui hoje assisti-lo.
E fui faminto.
Já conhecia a obra de Mutarelli e há muito queria banquetear-me com esse filme que eu sabia ser delicioso.
E de fato é.
Cada pedacinho tem um sabor único.
É divertido e triste, coerente e maluco, engraçado e repugnante.
Impossível sair do cinema e esquecê-lo de imediato. Não se trata de enlatado. Um fast food que se compra e engole rápido. Pelo contrário. É um prato cheio, que pesa no estômago.
Custa a digeri-lo, como estou fazendo agora.
São muitas informações, muitas falas brilhantes (daquelas que você faz tudo pra decorar), e principalmente, muitas mazelas expostas... Tantas que dificilmente as suas não aparecem ali retratadas.
E é isso que te faz pensar.
E é isso que faz perceber o quanto cada um têm de Lourenço dentro de si.
E é isso que pode parecer perturbador.
Porque o ralo de todos nós, podem acreditar, fede.
O problema é que alguns estão tão acostumados com o mau cheiro, que nem o sentem mais.
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