Teu Tudo

Tudo que absorvo
Que ressoa
                [no absurdo
Ecoa em meu entorno
Navega torto
                [no meu pulso


Tudo que resolvo
Que o esforço
                [torna impuro
Vem do escuro que me envolvo
E do estorvo
                [a que me curvo


Tudo que escondo
Atrás de um escombro
                [atrás de um muro
Não encontra contra-ponto
E eu me assombro
                [com teu tudo

Dúvidas

Até onde a loucura
pode chegar?
Até onde eu ainda
posso esquecer?
Até onde o tempo passa,
até parar?
Até onde o corpo aguenta,
sem perecer?

Até onde chega a voz do coração?
Até onde o amor alenta?

Até onde o momento
pode pausar?
Até onde a sentença
pode punir?
Até onde o pensamento
pode alcançar?
Até onde a dor aumenta
sem atingir...

onde esconde o que foge ao coração?
Até onde o amor é a essência?

Qual tua missão?


A vida é curta, caro amigo,
E se esvai pelos dedos
Como areia do deserto.

O Sol que agora exala brilho
Pode simplesmente ficar negro,
O sangue quente ficar gélido.

E o que era tão seguro fica incerto!

A vida é dura caro amigo
Nunca satisfaz a contento 
- profissão, dinheiro, sexo.

E quando os carros saem do trilho
Sem ter freio que dê jeito,
A vida passa num reflexo.

E só nessa hora você se vê desperto. 


[EPÍLOGO]


Qual tua missão?
O que no mundo te importa?
O que te faz feliz?
Então levanta agora
E escancara as portas
Que tu tens que abrir.

Eu Que Sei

Mundo gira, tempo passa, vida dá voltas
E toda mágoa que se passa à frente
um dia retorna.

Se invade a mente e n'alma toca.
Se a dor que sentes já não suportas.

Apenas saiba
Que nem toda lágrima
Representa derrota.

Eu que sei.
Eu que tanto já apanhei.
Eu que já bati também.
Já conheço bem.
Já conheço bem a dor.