De poesia à letra

No post anterior coloquei a última poesia que escrevi. E, como fiz com muitas outras antes dessa, resolvi musicá-la. O problema é que transformar um poema em letra de música exige uma adequação do texto à métrica, à melodia e ao ritmo. Ou seja, invariavelmente é preciso mudar algumas partes. Foi o que tive que fazer nesse caso. O resultado, apesar de manter a mesma essência da original, foi uma peça bem distinta, por isso posto-a aqui.

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Sempre Vale a Experiência

E daí que uma hora ela muda?
E daí que um dia ela acaba?
Seja ela feita de doçura,
Seja ela azeda ou amarga.

Se, voraz, ela for muita.
Se, fugaz, ela for nada

Sempre vale a experiência.
Que no coração deságua.

E daí que ela seja bruta?
E daí que ela seja calma?
Que me atinja o peito bem aguda.
Que só raspe e passe assim bem rasa.

Se incapaz de seguir junta.
Se jamais for separada.

Sempre vale a experiência.
Que no coração dispara.

E daí que ela seja curta?
E daí que ela se vá cedo?
Que ela me conforte com ternura
Que ela me sufoque em desespero.

Se, sagaz, me der uma fuga.
Se, mordaz, me deixar preso.

Sempre vale a experiência.
Que deixa o coração aceso.

5 comentários:

Unknown disse...

Oi, Si!!
Passando para curtir seus devaneios sempre bem vindos! Um beijo do meu tamanho, Niquinha

Sidarta Arruda disse...

Oi, Mônica.

Que surpresa. Como me achou por aqui? :)

Beijos...

Unknown disse...

Simples! Google.
Beijo.

Unknown disse...

Simples.
Google.
Beijo

Sidarta Arruda disse...

:) legal, volte sempre (apesar de eu não postar mais quase nada por aqui).